Friday, January 25, 2013

On the road

Desejei viajar mais, conhecer melhor o mundo e as pessoas. Mas que uma decisão coloquei isso como um objetivo, muito precisava me preencher com coisas que só a estrada e novos lugares poderiam me trazer.
E meus pedidos foram aos pouco sendo atendidos, o ano nasceu em Itaúnas, meu paraíso perdido, e lá também descobri que quando se está sozinho, literalmente, perdido dos amigos no meio da multidão é que podemos estar melhor acompanhados.
Janeiro floreceu na barra, meu refúgio, meu porto seguro, acreditei em um mundo melhor e sorri junto com o Caio e seus inocentes e abençoados dois aninhos.
Depois disso muitos lugares, muitas pessoas, muitas sensações, provei do que minha cidade do coração e o que ela tinha de melhor a me oferece. Sorrisos, amigos, pessoas que nunca mais verei, música, sinestesia, essa é Vitória me propiciando saudade e alegria.
Amanha o dia irá tratar de  anoitecer e amanhecer em Domingos Martins, lugar doce, e que me traz lembranças, apesar de pequenas, totalmente doces, o que me faz ter um desejo maior de que eu possa vivenciar aquilo que será uma nova lembrança, ainda mais doce, ainda mais grandiosa...

É parece que foi ontem que eu fiz de tudo pra te proteger do perigo maior que era você...De tudo sobrou o desejo de carnavaniar na cadencia bonita do samba de Conceição, com amor, sol e tequila, e de que meu março seja doce e embalado pela voz do Eddie nas ruas bohemias de São Paulo, onde eu sei que alguma coisa irá de acontecer no meu coração,  quando eu cruzar a Ipiranga a São João, a Vila Madalena e a Paulista...AHHH que junho faça frio e blues em Rio das Ostras, e que aos poucos, essas estradas todas sejam muito pouco pra mim, que eu cruze ares ainda maiores, e que possa como o grande Keruacc escrever um livro que em versão de cinema colocaria Into to wild no chinelo.

Saturday, January 19, 2013

Resoluções de um novo nascer de sol

Ler mais
Ser ex-fumante
Gastar menos, viajar mais
Ser magra ou pelo menos mais saudavel
Me apaixonar menos
Ser menos, para enfim ser mais

Eu só nem sei de qual dessas estou mais longe.

Wednesday, January 16, 2013

Pobrezinha

 O amor lá, simplemtne pedindo passagem, e ela coitadinha tão fechada em receios, lagrimas, despedidas, partidas,  e um coração que intelicadamente tem sussurrado: o amor doí!

Saturday, January 12, 2013

Fly

Se é preciso liberdade e despreendimento para alcançar voôs altos, a mim será necessário agora apenas pular do parapeito da janela.


Nada me prende, nem eu mesma, e não me importo no momento em saber se isso é bom ou ruim.

Thursday, January 10, 2013

Besteira qualquer, nem choro mais

E por uma tolice qualquer uma segunda chance foi dada, em vão, por uma dessas confusões que nosso coração acaba por causar. De certa forma sempre estamos cientes de quando algo realmente não vai acontecer, mas nossas vontades egoístas e sentimentos mesquinhos vorazes acabamos por insistir até o limite ou mais que ele.
E disso eu fazia ideia. A cada atitude sua que se completava ou não eu tinha a certeza de que nada mudou. Que o desejo de mudança eram só palavras.
Você continua sua insegurança, seus amigos tolos, suas manias futéis, sua falta de coragem. E principlmente a maldita falta de decisão de tanto reclamar e tão pouco fazer.
Se de todo esse amor eu posso dizer que odiava algo, era exatamente isso! Sua maldita falta de decisão.
Na verdade por maior que seja meu nivel de abstração isso ainda me incomoda. Por que tanta acomodação meu Deus? Tanto medo de mudar e ver a vida realmente acontecer? E isso só te faz perder coisas importantes e preciosas.
Hoje vejo como devo me abster de toda e qualquer culpa que eu possa sentir, por que de fato foi a sua indesição que gerou todas as minhas más reações e fez tudo então desabar. E hoje por mais que eu entenda que mesmo diante do fim você ainda sente minha falta, suas frases não fazem nada para mudar isso, não passam de sequencia de palavras escritas e de apertar enter.

E triste, mas é verdade.

Take your time

Um história mal resolvida, carregada de lá pra cá como o vento que espalhou um montante de areia mais ainda deixou alguns grãos ainda unidos.
Aos olhos dos outros uma tortura , um  tremendo desrpeito por si mesmos sem tamanho, já que não entrava na cabeça de ninguém  como sentimentos pudiam se manter sem decisão.
Ele foi embora, precisava de um tempo ele disse.
Take your time , ela disse.
Ele se voltou para si mesmo.
Ela foi para um bar, ou para vários, perder a noite com um desconhecido, um blues e um vinho barato.
Ela precisou abrir os olhos na mnhã seguinte para se arrepender, por que sabe que de certa forma mesmo depois da tempestade ele ficou.

E somente ele ficou.

E nela a esperança de que algo dela também tenha permanecido dentro dele.

Sim ou Não

 A insegurança sempre foi algo que me acompanhou, até por que que tipo de ser humano eu seria se não temesse. Entretanto ela nunca me pertubou, ou chegou a ser um problema, até agora.

Uma hora você se diz louco com os poemas que te dou, e diz que meu sorriso reflete tudo aquilo que sempre sonhou, em outro momento se demonstra apatico quase que inerte a minha existência, ou me trata como uma espécie de plano futuro, algo a ser decidido quando suas situação primordiais forem sanadas.

Olha, por favor! O minímo de coerência para me evitar um surto de loucura.

Wednesday, January 09, 2013

Das coisas maravilhosas que eu gostaria de ter escrito




"Que farias do meu corpo, se despido das palavras? Que farias?, se eu apenas o bê a bá no presente do indicativo, sem um futuro do subjuntivo ou um pretérito mais que perfeito? Que farias do meu corpo, se eu só fome e cio e sede, despojada de lirismos, de interjeições e figuras de estilo, sem o abrigo nuclear das coordenadas copulativas? Que farias?, se eu só cabelos e pele e pêlos, sem qualquer erudição? Que farias do meu corpo, das varizes que despontam, das sardas e dos sinais, da celulite escondida? Sim, que farias?, se eu quase analfabeta, ignorante e simplória, se a minha escolaridade pouco mais que a obrigatória? Se a linguagem, de carroceiro e as frases, às três pancadas; se eu nada de aforismos, silogismos ou significados? Que farias do meu corpo, se despido das palavras? Se eu nua à tua frente, despojada, oferecida, toda instinto animal, toda líquidos que escorressem, músculos que te apertassem, sons cavos que mal se ouvissem? Que farias com o meu cheiro?, demasiado acre, demasiado doce?, e com a violência obscena da minha presença física a ocupar-te a largura da cama e a tua visão periférica? Que farias, se esse ecrã não mediasse com diplomacia as negociações entre nós?, e se eu e tu frente-a-frente acordássemos por fim fronteiras ou a transposição delas? Se eu sem dedos nem jeito, muda, disléxica, desarticulada, nada escrevesse, nada dissesse? Que farias do meu corpo, se soubesses que esta não sou eu e que tu és tu só por acaso, pois quando não minto, roubo, e que aquilo a que atribuis tanta beleza é a cópia da cópia de um copiraite? Que farias do meu corpo se as palavras não fossem minhas mas tuas, apenas? Encaixar-te-ias nele como te encaixas nas entrelinhas do que escrevo? Servir-te-ia eu também como uma luva?"
(Anais Nin)


Quem me conhece sabe o quanto ela representa para mim, uma diva com cerébro, que escreveu sobre a liberdade da mulher, sobre o pensamento feminino, sobre o direito a amor, erotismo e literatura.

Jazz e Malboro

Enloqueço
quando vejo que outro maço já acabou
desabo
danço
bebo
lamento
ate novamente poder fazer fumaça
E quando vejo, o dia ja amanheceu
Sorrio na volta pra casa
(com meu cigarro)

História uma ova

Não quero que me explique as causas da Revolução Francesa, ou disserte sobre a cinência em construção de Ciro Cardoso, nem tão pouco as origens do totalitarismo ou os inimigo intimos da democracia ou o que quer que seja, pega no meu peito e tenta me explicar como meu coração, lento que só ele, acelera ao sentir teu cheiro.
A porta da sala entreaberta
O chão limpo reflete a janela
Lá fora o mundo brilha em sol
E eu aqui dentro, hipnotizada pelo seu cheiro
devota das suas contas largas e ideais
(para o meu carinho)
 E desejando mil outras noites interminavéis
para haver outras mil manhãs em que eu acorde ao seu lado

Renasce o amor, dentro de lágrimas


 
 
Como boa rainha do drama que sou me é de costume lamentar por coisas que deveria ter feito de outra maneira ou que apenas gostaria de ter feito e não as fiz. Aparentemente sou do tipo que não se contenta muito fácil, pouco para mim não é suficiente. Todos os clichês de realizações e conquistas, certo-e-errado se enroscam dentro da minha cabeça dando nela um nó praticamente sem volta.
Entretanto decidi optar pela mudança, optar pelas descobertas ao invés das cobranças.
Optei por ser grata ao que o tempo me trouxe, e ele foi capaz de me trazer muito mais que me tirou.
 Me encontro grata ao tempo que me deu novamente a capacidade de escrever poemas com versos metrificados por um sorriso.  
Hoje sou forte, livre e muito mais honesta, chorei todas as minhas ausências, chorei meus medos e minha fé cega, chorei por achar que não era mais capaz de acreditar, e o tempo esse a quem sou grata me trouxe a certeza de que tudo flui, tudo passa e não havia mais o por que de me sufocar quando só o que me restava era ser livre.

E sobre as coisas que fiz de maneira diferente ou que gostaria de ter feito e não fiz, eu respondo a elas com a minha própria vida que tratou de fazer e está fazendo muito mais por mim.

Thursday, December 27, 2012

Suspensão

É como um estado de transe profundo.
Apatia. Nada me une, nem ao menos separa.
Nada ataca, pertuba, afeta, causa inquitude ou empatia.
é como estar oco, livre de tudo. Livre de sentir.
Não há lagrimas ou sorrisos, não existe se quer explicação.

E como estar em um limbo, sobrevoando idéias, pensamentos, emoções, e entretanto não conseguir sentir ou tocar nenhuma delas.
Não sei em que ponto isso ocorreu, quando o grito se tornou silêncio.

caminho sobriamente desfrutando de ser um ser intocavel, que há meses atras sentia tanto ao ponto de quase explodir.

Tuesday, December 18, 2012

Pode acreditar

A antitese que sobrevivia se apagou em morte subita, silenciada pela escuridão de quem por não saber brilhar também encobria seu brilho.
Se  atreveu a se entregar, e acabou por mudar de si mesma.
Hoje a real dimensão de todo um passado recente é dolorosa porém instrutiva, e como em forma de mantra pode entoar a canção:  Se não vai desvie não desvie a minha estrela, não desloque a linha reta.Você só me fez mudar, mas depois mudou de mim.Você quer me biografar, mas não quer saber do fim...


De toda dor resta um prazer, o de depois de anos descobrir alegria de ser quem se é, de descobrir que o amoior amor na vida não é quando você passa a ser de alguém, e sim quando você passa a pertencer a si proprio, sem dor , sem dramas, sem amarras. Além claramente do prazer de que se consiste cada recomeço.

Tuesday, March 22, 2011




Lá fora chove, como há muito tempo não chuvia
"São as águas de março fechando o verão", pensava consigo mesma.
E lá dentro do outro lado da janela em meio ao silêncios dos pensamentos se escutava Nina Simone
O vinho estava pela metade e um pouco dele derramado pelo tapete
Um cigarro atras do outro, para ver se de alguma maneira acalmava o dragão que estava inquieto e furioso no seu interior.
Chorava, pensava, sentia desejava e se lamentava
Meu Deus, tudo poderia ter sido diferente
Mas não foi;
Um pouco tarde agora, não lhe restava mas nada além de esperar que o sol brilhasse novamente...


Dar tempo ao tempo, não como forma de conformismo , mas como forma de nescessidade.

Monday, March 21, 2011

Para meu pequeno





Sinto não poder estar proxima, lado a lado, a cada dia para acompanhar seu desenvolvimento, seu crescimento rápido, suas novas gracinhas, seus primeiros sons, seus choros, pirraças, enfim, momentos seus, que eu adoraria que fossem nossos.
De certa forma isso é bom, mesmo que meu coração grite a cada dia o quanto é ruim, mas contece que sendo assim cada sorrisso seu seja uma novidade maravilhosa para mim.
Eu quero ser aquela que vai estar presente mesmo distante, em que você vai confiar, quem vai sorrir e te dar todo amor que houver nessa vida.
Minha alegria e esperanças se renovam quando te vejo dormir, penso me sanar seu frio com meu carinho e saiba pequeno, nunca nunca estará sozinho, meus passos sempre ecoarão ao lado dos seus, mesmo que eu não possa estar proximo quando você der o primeiro...
Hoje eu acordei e vi que sonhos antigos podem sim tornar-se um reflexo da realidade e que o peso pode ser convertido em leveza se a gente quiser, e não faz sentido guardar isso apenas pra mim, eu quero eu posso e eu vou ensinar isso a você, ensinar que os saltos podem ser da altura que desejarmos, basta nos desprendermos do medo de se atirar...Mas no momento isso é mais para mim do que para você, já que seu medo tão inocente ainda se consiste em subir as escadas, mas acredite pequeno a vida é muito mais que isso, vão haver escadas maiores, piores e mais obscurar, e olha eu vou estar sempre ao seu lado pra ajudar a subi-lás.
Por que sempre que seus olhos brilhares ,meus braços vão alcançar os seus e assim que possivel é vou tomar você nos braços e te fazer esquecer toda dor, todo medo.
A vida é um carrossel sabe? Chegadas e partidas são a única certeza, mas adicione mais uma certeza a sua pequena vida: O tal amor, aquele raro que as vezes a gente nem pensa que existe pois existe! Existe, dilacera, atropela, acalanta, derruba, mas da lugar ao o violento surto de felicidade causado pela sua existencia em minha vida.

Com amor, com carinho, com cuidado
Titia.

Thursday, March 17, 2011

Carregava com sigo um coração inquieto, chorava aquele choro abafado e se recusava a ficar coam face diante do espelho por sentir vergonha da saudade urgente que sentia.
Não achava justo todo amor desperdiçado, carinho jogado ao léu, e as horas de conversa tão intimas dissertando sobre desejos, sonhos, futuro, isso a incomodava profundamente, os planos todos eles ignorados e perdidos. Queria de volta todo calor que entregou através do seu corpo que ardia do seu coração que latejava, da sua pele que fervia de amor, desejo, e a alma que se incendiava de um bem querer. Achava injusto o desperdício, queria de volta as horas em que seus pés esquentavam os dele, seus ouvidos e seus dedos enrolados no cabelo serviam de terapia, as horas que o observava dormir pedindo a Deus que o protegesse e trouxesse bons sonhos.
Fica horas, dias, com aquela depressão clichê comendo brigadeiro assistindo filmes, ouvindo músicas que torturavam a alma... Sentia a cada segundo mais arrependimento, mais saudade, mas arrependimento, mais saudade... Tentava desenvolver algum tipo de técnica pra não pensar, pra abstrair, mas a cabeça chegava a doer com o esforço que isso era pra si.
Desejava arrancar a dor, atirar pela janela, e se odiar pelo fato de pra ela não ser tão fácil esquecer como fora esquecida.
A cada noite quando depois de horas de insônia se entregava ao sono só conseguia pensar: Amanhã é um novo dia, e será pior.
Queria gritar, queria que alguém se importasse, mas ninguém a entenderia. Queria dividir, explicar, fazer com que entendesse o quanto estava doendo... Impossível.
Com o pouco do resto da força que possuía desejava ter paciência, entender que esperar não é uma forma de conformismo, e que às vezes só mesmo o tempo e nada mais...
Precisava entender que o desejar e o precisar não eram sinônimos. E que às vezes o querer aquele que a gente denomina bem querer pode tomar face de tragédia, farsa ou doença.
Tristemente passou a tentar entender que o curso da vida segue independente dos nossos caprichos, desejos ou sonhos...
Queria caminhar rumo ao desconhecido, ser surpreendida, ser amada o invés de amar. Tinha que buscar que o medo não fosse maior que a força silenciosa que cada um carrega dentro de si.
Para amar primeiro teria que acontecer, e de nada adiantava o desespero de nascença que carregava consigo de querer ser importante.
Terá que esperar, um dia, um mês, talvez um emaranhado de horas dias e meses pra que seu coração ficasse tranqüilo e lhe trouxesse forças pra enfrentar cada manhã.
E que cada um de seus dias seja reconhecido, juntamente com seu esforço e que seja reconhecido por mim, por você, por ele, por um mundo inteiro, afinal linhas paralelas se encontram no infinito e forças silenciosas unem querendo ou não todos os seres humanos.

Thursday, January 20, 2011

Não sei ao certo se o medo ou necessidade, mas já há algum tempo passei a viver de urgências. Urgências essas tão devastadoras que acabaram por fazer com que eu fosse esquecendo aos pouquinhos quem eu sou e aquilo que me faz feliz. Talvez ainda saiba daquilo que não gosto, entretanto essa urgência perversa e esse desejo de ser especial a todo custo acabaram por fazer com que eu passasse em cima de cada um dos meus princípios se assim posso dizer... Acredito que não seja essa exatamente a palavra, mas se de fato conseguisse explicar com clareza aquilo que se passa aqui dentro, se conseguisse me compreender com clareza resolveria tais problemas.
Acho que se compararmos o coração com um imóvel eu posso dizer que o meu é assombrado e com vontade própria, as luzes às vezes de apagam, as janelas se fecham, e cá fico eu, confusa, no escuro, sem ter certeza do que se passa e quando as luzes se acenderão. Mas em meio a tanta confusão, aventura, desgosto eu consigo me manter esperançosa de que um dia se acenderão que um dia a casa há de clarear, refletir, mostrar enfim que é possível sonhar!
E é no que quero acreditar! QUE DA PRA SONHAR, QUE É POSSIVEL SONHAR! Que os sonhos são as janelas da alma, e uma vez com eles tudo é mais claro e nítido.
Meu pai sempre diz que sou uma boba, que vivo sempre no mundo da lua, e sabe isso é verdade, não quero nunca ter os pés no chão, quero afastar essas nuvens negras que deixei tomar conta de mim, e viver no mundo da lua, mais num mundo da lua cercado por estrelas radiantes de esperança.
Parece bobo, cafona, démodé, mais sabe o mundo inteiro fala em liberdade, quando o que mais se vê são milhares de pessoas todas elas andando e buscando uma direção, um sentido, algo ou alguém para chamar de seu.
Talvez eu deseje muito mais que o mundo pode me dar, mais é temporário, meu querer sempre muda, e o mundo também sempre muda, a mudança é a essência da vida. Rotações tão aceleradas que me deixam tonta constantemente, em estado de: “ O que houve mesmo? Como cheguei até aqui? Por que esse mal estar não vai embora? Relógios se adiantem, o tempo adia e cura”.
Sempre falo em mudança, por que afinal devemos ser a mudança que queremos... Mas sim sou covarde demais para entender e assimilar determinadas coisas, e esse processo é lento e gradativo, afinal não dava para acordar de um dia pro outro ai mudando o mundo, mudando de vida e morrendo de rir. NÃO. Cada dia, cada fato, cada hora, cada pessoa, cada momento, cada sorriso, cada música, cada poesia, cada um daqueles que amamos, cada amanhecer, cada entardecer, cada madrugada que se passa seja em sono profundo ou num bar-com-um-vinho-barato-e-um-cigarro-no-cinzeiro faz parte de nós, forma aquilo que somos e o que estamos vivendo, e tudo que sei é que não está exatamente da maneira que eu gostaria que as noites tem sido coma cabeça pesada em volta em pensamentos doloridos e fracassados.
A única solução e mudar tudo, chutar o pau da barraca, voar ao longe.
Hoje sou Ícaro, estou me jogando do penhasco com as asas sem ter medo se vão derreter ou se vão me fazer voar ao longe, por que afinal não dava pra continuar vivendo sem tentar. Sinto-me munida de uma coragem e determinação deliciosas que jamais haviam tomado conta de mim. Hoje sou um recém-nascido, tenho dentro de mim todos os sonhos do mundo, tenho a pureza e resposta das crianças, quero viver, sem limites, sem barreiras, por que a vida meu irmão é o peso e a leveza, não apenas um ou o outro. É preciso força para perceber que a estrada não será assim tão fácil, mais entenda que se medidas extremas nãos forem tomadas agora os danos serão irreversíveis...
Assim me despeço, e mesmo não sendo essa primeira vez, é importante que dessa vez eu sinto que é diferente, pois nunca antes havia acreditado em mim,e dessa vez eu acredito! Despeço-me, e por mais mórbido que possa parecer não há nada de ruim nisso! E tudo mais bonito aqui do outro lado... Eu renasço pra vida, deixo pra traz a sordidez e a loucura, a podridão e a morte, o peso da incerteza e a escuridão da dor.
Despeço-me por que continuar por aqui não faria com que as coisas fossem diferentes, deixariam assim iguais, patéticas, me fariam acomodada e sem um propósito.
Despeço-me por que quero paz, vida, alegria, longe da inveja alheia e dos olhos dos curiosos, quero que minha felicidade durma em sono pesado, e só me preservando e me mantendo presa em uma redoma de vidro ou posso garantir a segurança dos meus bons frutos longe da perversidade alheia.
Me procure por aí se caso interessar em cada flor, em cada sorriso, em cada estrela que brilha, por que hoje me levanto, diante do sol, fecho meus olhos , sinto o calor e sei que não há nada mais feliz do que ser aquilo que se é, quando sabemos aquilo que somos.

Sunday, September 26, 2010

10 discos de MPB que você deve ouvir antes de morrer

Por Flávia e Lellison:

Leo:

- Construção, Chico Buarque
- Bebadachama, Paulinho da Viola
- Clube da Esquina, 1972
- Clube de Esqueina, 1978
- Cartola , 1974
- Cartola, 1976
- Antologia Acústica, Zé Ramalho
- Verde Anil Amarelo Cor de Rosa e Carvão, da Marisa Monte
- Um Concerto a Palo Seco, de Belchior e Gilvan de Oliveira
- Manual Prático para Festas Bailes e Afins Vol.1, do Ed Motta

Flá:

- Acabou Chorare, Novos Baianos
- Bossa Nostra, Nação Zumbi
- Cruel, Sérgio Sampaio
- Transa, Caetano Veloso
- Ando meio desligado, Os Mutantes
- O show parte 2, Fagner e Zeca Baleiro
- Sim, Vanessa da Mata
- 1996 - Afrociberdelia, Chico Science E Nação Zumbi
- Vagabundo, Ney matogrosso,Pedro Luiz e a parede
- Samba esquema novo, Jorge Ben

Monday, September 13, 2010




Tive meus desejos atendidos , um atrás do outro.
Pedi que Agosto fosse um mês de quebra de limites, e foi foi, meu Deus, como foi!
Pedi que Setembro fosse um mês de mudanças, e foram tantas as mudanças exteriores que cheguei a me sentir modificada por dentro.
Me curei de uma dor que já me acompanhava a um bom tempo, e isso só aconteceu graças a minha loucura , força de vontade e álcool no sangue.
Me livrei de amigos parasitas, pessoas que sugavam meu sangue, a quem eu gentilmente me doava, e não recebia nem reconhecimento em troca.
Optei por morar com pessoas, coisa normal para quem se muda de cidade para fazer faculdade, e fracassei, na verdade acho que sou incapaz de admitir receber ordens de pessoas que se encontram em mesmo pé de igualdade que eu.
Subi, profissionalmente, recebendo propostas de emprego e entrando agora em um estágio novo, fundamental para meu crescimento profissional.
Recebi de volta de avião e com uma garrafa de uísque a tiracolo meu amigo Max, que há um ano e meio estava fora, e aí meu amigo eu senti o que é o peso a leveza, por que perdi o falso e ganhei o real, como sou uma pessoa de sorte não?
Me afundei em matérias e mais matérias, rompendo até mesmo minha carga horária, abracei atividades extra-curriculares, estágio no bacharelado, curso de inglês, me entreguei ao máximo pra mostrar pra todos aqui a que eu vim!
Continuo pedindo e desejando que eu seja atendida, por quê acredito na filosofia cliché de "Secret , o segredo" de que se mentalizarmos forte algo, as vibrações positivas nos trazem aquilo que mentalizamos. Então tenho pedido para que Deus mantenha minha disposição para tudo isso, e que Setembro renda bons frutos, resultado de toda essa minha animação.
Por mais que agora a vida social, não esteja tão movimentada, e que vá do trabalho pra faculdade, da faculdade para a faculdade e para minha cama, eu sinto o prazer que há em ver a vida caminhando, em estar com o interior limpo.
Vou ser tia, emeu Deus tenho provadoa maravilha que é o surgimento de uam nova vida,e não vejoa hroa de ver a carinha desse serzinho cheio de inocência e pureza, apara alegrar os meus dias!
E por mais que "de todas as coisas que me atraem,nenhuma toca meu coração, embora todas juntas perturbem meus sentimentos" sinto a calma paz que eu preciso para fazer a vida seguir em frente, manter a espinha ereta, a mente segura e o coração tranquilo para que um dia quem sabe seja novamente aguçado...Mas talvez tudo isso seja um reflexo do fato de que quando a qgnete consegue tudo que queria acaba sem ter o que querer, como ficar sem propósito, sem como levar o ciclo adiante, coisas da vida, já já essa frigidez emocional passa, o importante e a vida estar fazendo sentido!